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Archive for août 2013

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Il y a dans l’adieu
la promesse du retour
aux trajets
à la soif
à la pierre oublieuse
à l’incertitude des retrouvailles

Il y a dans l’adieu
du noir Soulages
du tracé épaissi
du trait durci
de la geste chancelante

Il y a dans l’adieu
le refus
de se fixer
de se situer
de capter
d’acquiescer
d’engranger
d’amasser

Il y a dans l’adieu
le non aux tricheries du jour
aux accrocs
aux chemins mûrs
aux zigzags
aux coeurs de cible

Il y a dans l’adieu
le sable effleuré
du lieu où l’on avance
sans y laisser d’empreintes

 

des1 sn2

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« Toutes les vérités ne se peuvent pas dire: les unes parce qu’elles m’importent à moi-même, les autres parce qu’elles importent à autrui. »
(Baltasar Gracián)

Je me le suis TOUJOURS tenu pour dit…

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Em toda ação, em toda escolha, é a felicidade o termo que temos como objetivo e é para atingi-la que todo resto está sendo cumprido. Termo em si mesmo cravado, margem perfeita, pois a felicidade não é nem instrumento nem meio, mas fim apenas, e, por isso mesmo, fim absoluto, entre todos o mais desejável, o único capaz de apaziguar, de aquietar o desejo. Sem a felicidade, não pararíamos, na verdade, de desejar, indefinidamente escolhendo tais metas, mas já tendo em vista outras através delas, sem satisfação, nem trégua, nem descanso, incessante busca do prazer nos afastando a cada passo do termo que é a felicidade mesmo.
A felicidade é desejável, altamente desejável, é mesmo o que a define. Mas o que é o desejo? O desejo é FALTA, todo desejo é de carência : “O que não temos, o que não somos, o que nos faz falta, tais são os objetos do desejo e do amor” (Platão).
Se o desejo é falta, sempre careço do que desejo (mas a falta É um sofrimento) e nunca desejo o que já tenho (pois o desejo É carência). Ora desejo o que não possuo, e estou sofrendo; ora tenho o que desde então não desejo mais…
Albertine presente, Albertine desaparecida ; como Proust entendia bem disso! Trata-se contudo da mesma mulher, mas uma não se pode amar, a outra não se pode esquecer. Desejamos o que não temos, deixamos então de desejar o que possuímos- e que voltaríamos a querer se for perdido um dia. Sofrimento da carência, indiferença da posse, abominação do luto…”Imagina madame Tristão”, sugeria Denis de Rougemont, e podemos muito bem adivinhar o que teria acontecido: a paixão de Isolda só alimenta-se da falta de Tristão e a felicidade por ela desejada, preenchendo essa carência, teria-se anulada, abolida enquanto tal nessa exata medida…
Será que têm outro caminho? Talvez, e é o que os filósofos chamam de “sabedoria”. Como concebe-la? Antes de mais nada, como oposta ao que antecede, ligada á existência de algo real, positivo, que nos incentiva a viver (na alegria ainda por cima…)
E o que todos nós já experimentamos e cujo nome é “prazer”, o qual é bem outra coisa do que a ausência de sofrimento. Comer quando estamos com fome (e mesmo, se a comida for deslumbrante, sem grande apetite…), beber quando estamos com sede (e mesmo – se a bebida for aquela água de coco ou uma garrafa de vinho daquela safra maravilhosa ou aquele whisky escocês envelhecido com carinho –sem grande e veemente impaciência…), fazer amor (mesmo sem amar com A maiúsculo…), rir, passear, ouvir música – todos estes prazeres, da plena, soberana PRESENÇA dos quais cada um pode desfrutar. Falta? Mas de que, pelos deuses, pois o prazer está aí? Sem dúvida nenhuma, não há também prazer sem desejo; no entanto, sem carência previa, o que é radicalmente diferente – e fundamental!
A música que me preenche não me fazia falta antes de ressoar(e muito menos enquanto a estou ouvindo), nem essa paisagem no outono, nem essa risada explodindo, nem essa mulher que me completa…É então preciso que o desejo não seja sempre e apenas uma carência. O que, então? Uma potência , e é o prazer justamente o ato dela. Não é a felicidade o ponto de partida, mas sim o prazer, prazer do corpo (o gozo), prazer da alma (a alegria) – tal é o pensamento de Spinoza, de Epicuro. Tudo gira entorno da relação dos dois com a carência. Trata-se, segundo esse último, de uma relação de EXCLUSÃO nos dois casos. Não na medida em que prazer e carência não poderiam coabitar: posso beber e ainda ter sede, comer e ainda ter fome, sentir ainda (o loucura dos amantes…)a falta do ser amado no momento mesmo em que estou o possuindo…É o que Epicuro chamava de “prazer em movimento” que, como todo prazer, permanece com certeza um bem, mas que, porém, fica ainda habitado pela falta que o movimenta e, de uma certa forma, o corrompe ou o escurece. O faminto nunca é um bom “gourmet”, nem o amante ávido demais o melhor dos amantes…Mas mesmo nesse caso, porém, o encontro do prazer e da carência permanece uma conjunção dos contrários: a fome (enquanto sofrimento) e a alimentação(enquanto prazer) podem evidentemente existir simultaneamente, no entanto radicalmente antagônicas, pois uma abolirá a outra: o prazer, além de nem sempre precisar da carência, só floresce apagando-a.
Todo prazer sendo um bem, todo sofrimento um mal, eles só convivem se opondo. Mas será que este prazer não pré-supõe aquilo mesmo que está suprimindo, será que a abolição da carência não estaria abolindo, nessa exata medida, o prazer mesmo? Admitir isso seria esquecer-se da existência, além do “prazer em movimento”, de um “prazer em repouso”, constitutivo este do bem viver e do bem estar e que, longe de preencher uma carência, surge mesmo quando nada nos faz falta. É o que chamamos de “plenitude”: não ter fome, não ter sede, não sofrer, não ter medo, não lamentar…As formulações são negativas(a linguagem reflete a absoluta primazia existencial do sofrimento…), no entanto a realidade é totalmente positiva, seria até a única positividade…O “prazer em repouso” é o prazer constitutivo de viver, é a vida mesmo como prazer…
O exclusivo culto do “prazer em movimento” (aquele desejo, segundo Aristóteles) predomina no ser humano, hoje em dia talvez mais do que nunca. Mas é ele, como já acrescentamos, o que mais nos separa da felicidade no ímpeto mesmo visando busca-la. Se a felicidade for possível (e Epicuro nos diz mais: que ela existe, que ele mesmo a viveu, no que todos os sábios concordam), ela pré-supõe uma conversão do desejo que chama-se “sabedoria”: desejar não o que nos faz falta(caminho das religiões e da infelicidade…), nem mesmo o que já temos (na medida em podemos perde-lo), nem mesmo o que somos (pois nada somos …), mas o que vivemos, conhecemos e fazemos. Eis o ponto essencial, confluência das duas grandes sabedorias do Ocidente, a epicurista e a estóica, que o Oriente, da maneira dele, confirma também. Trata-se de desejar o real – de ama-lo, se possível for, de aceita-lo senão – tal como ele é, em vez de sempre recusa-lo para querer o irreal. A felicidade é simples como o pão de cada dia, eis porque é tão difícil : é apenas um grande “SIM” ao mundo e á vida, enquanto nosso primeiro movimento, devido ao medo, é de dizer ou de colocar limitações…
Loucura e tristeza…A sabedoria, em todas as línguas, prega exatamente o contrário, o que parece bem pouco para fazer a felicidade desabrochar…Seria esquecer a AÇÃO, sem a qual na verdade a felicidade nada seria. Pois a felicidade não é um estado ou uma disposição da existência; não é tampouco algo que poderíamos possuir, achar, alcançar, e é exatamente porque, num certo sentido, não há felicidade. Ela não pertence à ordem do “ter”; não é uma coisa, nem uma ontologia, nem um estado: é um ATO.
Ser feliz não é nem ter nem ser: é FAZER. O “prazer em repouso” nada têm do prazer passivo (da mesma forma que o ato sem movimento de Aristóteles ou o não-agir dos Orientais não significam a inação), ele é o ato mesmo de gozar e de existir (o prazer de agir e de ser), enfim liberado da carência e da recusa que o perseguem em quase todos nós e que, ao adia-lo sempre, o proíbem de fato. Trata-se, claro, de um fato que só vale por si mesmo, e não pelos frutos que traria. Aja, então, não para colher, mas pelo prazer da ação; viva, não pela felicidade, mas para viver. Eis na verdade a única felicidade: a no ato, ou seja, o ato mesmo como felicidade.
Somente então o prazer é PURO, como dizem os epicuristas, ou pleno, ou simples, antes de mais nada na medida em que purificado da angústia e da carência que o afastam dele mesmo.Grande estava no entanto nossa raiva ao pressentir que o “NADA” não deixa de nos anteceder…É o que chamam de, mortal veneno, pois através dele a alegria encontra-se adiada e a vida perdida a esperar. A felicidade começa no exato momento em que nada mais esperamos…

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Comme nous tous, tu fus chair, puis des mots, puis leur souvenir, puis rien, rien qu’une image qui égare

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« Comment nous attarder à des livres auxquels, sensiblement, l’auteur n’a pas été contraint? »
(Georges Bataille)

Et de tels ouvrages, les rayonnages des bibliothèques et des librairies, les tables et les étagères de ces dernières, et, du moins ici ou là, les catalogues de maisons d’édition « papier » ou même (bien que dans une bien moindre mesure) numériques en sont remplis en rangs serrés, pris d’assaut, littéralement envahis (surtout, d’ailleurs, pour ce qui est de la production littéraire, tous genres confondus, des vingt ou trente dernières années).
Ouvrages, ceux-là, forgés, concoctés, préparés, lissés, bichonnés, fabriqués pour gagner un prix, de l’argent, l’admiration des pairs (des pères?), l’adhésion de ce public qu’on appelle – monstrueuse et vile flatterie – « grand », le droit de s’imaginer en habit vert, la bruyante vénération des avant-gardes ou alors une demi-colonne (voire plus si affinités) dans le supplément littéraire du quotidien « lambda » ou du magazine spécialisé « epsilon »…
Ne pas « s’y attarder », comme nous y engage Bataille, est, à notre humble avis peu, bien peu…
Les ignorer est loin de suffire, il faut en dénoncer la visée, en démonter les mécanismes, en exhiber l’imposture, et sans répit marteler cette vérité première, à savoir que, s’ils peuvent intéresser l’histoire littéraire et, du moins en creux, la critique, ils n’ont, et jamais n’auront, quoi que ce soit à voir avec la littérature, pas plus que leurs auteurs avec ceux qui, au sens le plus propre du terme, l’habitent

 

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Nous nous permettons de signaler à tout hasard aux cellules de lutte anti-terroriste que le « Journal de la guerre aux cochons » n’a pas pour auteur un membre de Al-Qaïda et ne met en aucune façon en danger la sécurité nationale…

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« Ce que j’admire le plus chez un écrivain? [*] Qu’il n’ait pas de passé pendant la journée et qu’il soit millénaire pendant la nuit. »
(José Lezama Lima)

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